Crescemos a comer gelados. No início dos tempos era o “Epá”, sabia a nata e trazia uma pastilha dura de trincar no fundo – adorava a mescla do corante-pastilha-cor-azul com o gelado derretido. Nos dias mais abafados comiam-se 2 e 3 daqueles gelados só de água e sabores de laranja ou ananás que custavam 2 escudos e quinhentos e consumiam a parca semanada. Na praia, deixava-se o belo do “SuperMax” meio derretido substituir o açúcar lambuzado das bolas de Berlim e ao final do dia atrevíamo-nos a experimentar as riscas garridas do belo do “Perna-de-Pau”. Aos fins-de-semana havia esporádicas visitas à Pindô, que era então a melhor geladaria de Lisboa. Isto antes de se comprovar que definitivamente não havia melhor do que o copinho de limão e chocolate do Santini em Cascais. Nas férias, o delírio passava pela visita nocturna às geladarias da marina de Vilamoura. E depois, por alturas da idade das parvoíces, apareceu o “Calippo” de que se guardavam religiosamente os últimos blocos de gelo, para derreterem, e se matar a sede no final. Na idade dos amores eternos eram as “Conchanatas” da Avenida da Igreja e o arrebatador Magnum cuja versão amêndoa esgotava demasiado depressa. E finalmente fomos invadidos pelos muito mais evoluídos Baskin&Robbin e pela Haagen-Dazs – o que eu não dava para morar mesmo por cima duma lojinha da Haagen-Dazs, para poder descer em cada noite e deleitar-me com um crepezinho Belgian Chocolate, topping de nata e amêndoas torradas regado com chocolate fudge. Seria feliz.
Thursday, April 21, 2005
Tuesday, April 19, 2005
time is the unique real illusion
The objects that astronomers study have only been in existence for the past 5 billion years, a mere quarter to half of the age of the Universe.
Sunday, April 17, 2005
placebos
The human mind is quite astonishing. There are those times when you feel so absorbed by an idea or thought that everything else seems to pass you by and then, when you’re not ready at all for the unexpected, someone just comes your way and you forget all the worries and start afresh. Placebos are that great.
Saturday, April 16, 2005
black Swan
PR num barzinho catita da rua das janelas verdes - smells like teen spirit and Nivea body-milk!
Friday, April 15, 2005
Bom filme
The Interpreter. Mais do que pela beleza demasiado estereotipada da Nicole Kidman, em companhia da cara-tirem-me-deste-filme do Sean Penn, vale pela moral da cena final – ou porque os ditadores africanos perdem a inocência dos ideais Maio de 68 e se transformam em usurpadores da dignidade humana. Afinal de contas, tudo resulta da crueldade dos instintos animais que persistem no espírito do Homo Sapiens mesmo após alguns milhares de anos de destilação.
Wednesday, April 13, 2005
Gross National Happiness
Leio num número já antigo do Economist que no reino do Butão – encravado entre a Índia e o Tibete, à longitude do Bangladesh – o monarca castiço aplica o indicador da Gross National Happiness (GNH), por oposição ao GNP, para medir o grau de felicidade existencial dos seus súbditos. O conceito atrai-me.
Por estes dias em que se começa a sentir o cheiro da Primavera a chegar, quando as melhores horas do dia correm, ainda céleres, entre as 7 da tarde e as 9 da noite, período em que a brisa que vem do mar / rio invade lentamente o abafo do dia citadino, parece-me que talvez não ficássemos mal posicionados nas estatísticas GNH.
Por estes dias em que se começa a sentir o cheiro da Primavera a chegar, quando as melhores horas do dia correm, ainda céleres, entre as 7 da tarde e as 9 da noite, período em que a brisa que vem do mar / rio invade lentamente o abafo do dia citadino, parece-me que talvez não ficássemos mal posicionados nas estatísticas GNH.
Tuesday, April 12, 2005
and I keep on counting sheep
“Love makes the world go round and I want it to spin like never before”
- by Rute
Well it kept on spinning, for you and for me. Happy birthday, my love. And blauen Blumen too.
- by Rute
Well it kept on spinning, for you and for me. Happy birthday, my love. And blauen Blumen too.
Monday, April 11, 2005
Aftermath
Hate the stupid sensation when, after spending a fortnight working like hell, all too suddenly a vacuum appears in my schedule and there’s enough time left to read postponed email messages and to think about professional goals or expectations. Because then, you realize that maybe things aren’t going the way you desired and you’ve probably been wasting lifetime.
As every chemist or alcoholic knows, Quality dilutes when there are too many – must try to keep this in my mind.
As every chemist or alcoholic knows, Quality dilutes when there are too many – must try to keep this in my mind.
Sunday, April 10, 2005
mais um Carneiro
Parabéns Pai, hoje fazes 61 e creio que tens sido feliz à tua maneira. Como qualquer progenitor fizeste do "barro" obra e como eu não mudava nada da minha personalidade, saíste-te bem. Obrigado.
Friday, April 8, 2005
Pareto Principle & Lavoisier Law
Dois princípios básicos para a compreensão da causa das coisas.
Vilfredo Pareto viveu no final do séc. XIX numa bela Itália em tons de ocre, acabadinha de ser unificada pelo bom do Guiseppe Garibaldi (Guiseppe é fabuloso, não é?).
Antoine Lavoisier divertiu-se à grande (e à francesa) a fazer experiências químicas na época de la Revolution Française.
Ora o bom do Vilfredo, filho de boas famílias (era marquês), depois de ter estudado umas matemáticas lá para as bandas de Torino e de se ter posto a analisar a produtividade da Itália rural, chegou à brilhante conclusão de que 80% da terra cultivável era propriedade de 20% da população mas no entanto 80% da produção agrícola provinha dos 20% que não estavam nas mãos dos tais 20%.
Confuso? Bem, esta é a explicação simplista da coisa, porque na realidade havia por aqui um pouco de crítica social aos lorpas da aristocracia que não faziam nenhum com os 80% das terras que possuíam (isto para não complicar ainda mais, porque às tantas o menino deu três piruetas e decidiu aplicar a teoria aos pobres dos italianos e serviu de ideólogo ao regime fascista que estava para vir).
Aplicação prática da teoria: significa que, por aproximação (ou mais correctamente aplicando a Distribuição de Pareto), 80% das receitas de uma empresa estão concentrados em 20% dos produtos que produz ou vende.
Outra: 20% dos colaboradores de uma organização fazem 80% do trabalho da mesma. Nice to know it, hem?
Eu pessoalmente aplico-a aos investimentos: 20% do capital em aplicações de risco à espera que gerem 80% dos rendimentos (never happened, D’oh!).
De volta ao Antoine, enquanto observava as cabecinhas a rolarem na guilhotina (final também aplicado à sua bela melena) formulou a seguinte teoria: “no Universo, nada se perde nada se forma, tudo se transforma”. Belo, simples e acima de tudo verdadeiro. Em termos menos simplistas, corresponde à lei do equilíbrio químico ou da conservação da massa.
Aplicação prática (subvertida para fazer rimar Lavoisier com Pareto):
1) A empresa duraria pouco se deixasse de produzir os 80% menos rentáveis;
2) A organização não sobreviveria apenas com os 20% mais produtivos;
3) Para eu ganhar algum com os 20% do capital de risco, alguém tem que perder o seu.
It’s a beautiful World!
Vilfredo Pareto viveu no final do séc. XIX numa bela Itália em tons de ocre, acabadinha de ser unificada pelo bom do Guiseppe Garibaldi (Guiseppe é fabuloso, não é?).
Antoine Lavoisier divertiu-se à grande (e à francesa) a fazer experiências químicas na época de la Revolution Française.
Ora o bom do Vilfredo, filho de boas famílias (era marquês), depois de ter estudado umas matemáticas lá para as bandas de Torino e de se ter posto a analisar a produtividade da Itália rural, chegou à brilhante conclusão de que 80% da terra cultivável era propriedade de 20% da população mas no entanto 80% da produção agrícola provinha dos 20% que não estavam nas mãos dos tais 20%.
Confuso? Bem, esta é a explicação simplista da coisa, porque na realidade havia por aqui um pouco de crítica social aos lorpas da aristocracia que não faziam nenhum com os 80% das terras que possuíam (isto para não complicar ainda mais, porque às tantas o menino deu três piruetas e decidiu aplicar a teoria aos pobres dos italianos e serviu de ideólogo ao regime fascista que estava para vir).
Aplicação prática da teoria: significa que, por aproximação (ou mais correctamente aplicando a Distribuição de Pareto), 80% das receitas de uma empresa estão concentrados em 20% dos produtos que produz ou vende.
Outra: 20% dos colaboradores de uma organização fazem 80% do trabalho da mesma. Nice to know it, hem?
Eu pessoalmente aplico-a aos investimentos: 20% do capital em aplicações de risco à espera que gerem 80% dos rendimentos (never happened, D’oh!).
De volta ao Antoine, enquanto observava as cabecinhas a rolarem na guilhotina (final também aplicado à sua bela melena) formulou a seguinte teoria: “no Universo, nada se perde nada se forma, tudo se transforma”. Belo, simples e acima de tudo verdadeiro. Em termos menos simplistas, corresponde à lei do equilíbrio químico ou da conservação da massa.
Aplicação prática (subvertida para fazer rimar Lavoisier com Pareto):
1) A empresa duraria pouco se deixasse de produzir os 80% menos rentáveis;
2) A organização não sobreviveria apenas com os 20% mais produtivos;
3) Para eu ganhar algum com os 20% do capital de risco, alguém tem que perder o seu.
It’s a beautiful World!
Tattoos
Esta noite fui ao teatro. A peça era divertida com umas actrizes engraçaditas da nossa praça, entretidas a mostrarem as barriguitas, eis senão quando descortino uma piquena tatuagem pregada a escassos 5 cm. do umbigo da giraça de serviço.
Não consigo entender porque cada vez mais gente adere à tattoo – em particular as miúdas. Faz-me confusão como alguém decide “imprimir” na própria pele um qualquer símbolo, quiçá carregado de significado momentâneo e no entanto consciente de que se trata de uma marca para todo o sempre. Dizem que é uma forma de expressão. Parece-me primitiva e recorda-me sempre um filme qualquer em que a protagonista gravava, à custa de pigmento, “John” numa nádega, para afirmar a sua convicção de amor eterno e por causa disso não conseguia assentar com nenhum dos amores seguintes até ter a sorte de conseguir adaptar a coisa para “Johnatan”.
Não consigo entender porque cada vez mais gente adere à tattoo – em particular as miúdas. Faz-me confusão como alguém decide “imprimir” na própria pele um qualquer símbolo, quiçá carregado de significado momentâneo e no entanto consciente de que se trata de uma marca para todo o sempre. Dizem que é uma forma de expressão. Parece-me primitiva e recorda-me sempre um filme qualquer em que a protagonista gravava, à custa de pigmento, “John” numa nádega, para afirmar a sua convicção de amor eterno e por causa disso não conseguia assentar com nenhum dos amores seguintes até ter a sorte de conseguir adaptar a coisa para “Johnatan”.
Wednesday, April 6, 2005
Clientes e Fregueses…
Na antiga Roma um Cliente era alguém que dependia da protecção de um Patrício. Tratava-se, muitas vezes, de um escravo livre que não possuindo o estatuto de cidadão, recorria à boa vontade do patrono para ascender socialmente ou simplesmente sobreviver, pagando um tributo quer em espécie quer através da prestação de serviços – um arranjinho em muito parecido ao do mundo da Máfia. Vá-se lá saber porque razão, ao longo dos tempos a palavra assumiu lentamente novo significado e com a maturidade do Capitalismo o Cliente tornou-se rei. No belo mundo da consultoria, durante os primeiros 100 anos, também existiram “Clients” que, subitamente, por volta dos idos de 90, se transformaram em “Customers”. A diferença? Basicamente, as duas palavras são sinónimas mas em termos práticos o Cliente-rei, que aceitava tudo o que lhe enfiavam pela tripa, ganhou inteligência e passou a querer produtos e serviços à medida. Libertou-se, desta forma, da protecção benévola e desatou a exigir o impossível. Como nestes tempos sagrados o impossível é palavra proibida, o bom do consultor adaptou-se, para sobreviver, e aprendeu a fazer das tripas coração uma rotina. Pelo caminho perdeu-se, está-se mesmo a ver, a inocência e consequentemente a qualidade. Nós por cá temos ainda um sinónimo mais perigoso que é o Freguês (por esta pago direitos de autor ao PJ). Ora o freguês está, para mim, definitivamente associado aquela imagem do velhote encostado ao balcão da taberna a debitar conversa sem nexo, enquanto pede mais um copo de tinto ou uma nova sandes de couratos, para no final pagar a fiado. Pois o freguês abunda por estas paragens e lentamente faz-nos retroceder ao estado característico do Portugal do século XIX. Existirá maneira de nos vermos livres deles?
Monday, April 4, 2005
Sunday, April 3, 2005
Sleep well my “friend”
I’m quite sure this is the theme of the day in the blogsphere. Anyway, my “friend” Karol is dead – as a 7 or 8 year old kid, I was kissed in my forehead by the Man in white. Since there are a couple of scientists – the most trustworthy class on Earth – who say that J.C. died on the 3rd of April of 33 A.D. – date determined because the moon went red on that long gone day (a moon eclipse tends to filter all light outside the red spectrum) – I was fearing that the ever-adapting Vatican could be trying to postpone the announcement for some hours! Anyway, religion scares me and I’ll get back to this subject some day – right now I’m to sleepy to get on with it.
Sleep well my “friend”.
Sleep well my “friend”.
Friday, April 1, 2005
bring back the bicycles!
Beijing traffic jams get worse by the day as ever more people own cars. So impatient and unskilled are most drivers that a typical visitor will witness several collisions a day...
Wednesday, March 30, 2005
Back to atoms - LEg GOdt
“Deus não joga aos dados mas não recusou algures na sua infinita infância inventar mundos de Lego”
Mede 9,6 por 32 por 16 mm, o que resulta em qualquer coisa como 4,9152 cm3. Foi-lhe atribuída a patente 92683 nos idos de 1958. É de plástico, de que outra matéria poderia ser uma das peças que sustentam este século XX? Sabemos, de fonte segura, que Deus não joga aos dados. Não recusou, contudo, algures na sua infinita infância inventar mundos de Lego – que tem origem no dinamarquês LEg GOdt, brincar bem, mas que em latim significa “eu junto”, um símbolo desde logo.
No princípio era a madeira, pequenas peças que o carpinteiro Ole Kirk Kristiansen, na pequena cidade dinamarquesa de Billbund, construía desde 1932 a pensar nos mais pequenos. Veio a guerra e com ela o revolucionário plástico. Os anos cinquenta viram nascer uma série de elementos interligáveis que reduziam à escala de uma mão veículos, árvores e figuras. Os outros sistemas queriam mudar o mundo ou apenas conservá-lo, o “sistema Lego” reproduzia-o. Mas faltava ainda uma ideia, os pinos que permitiriam a maravilha: o encaixe. Por coincidência, a década da contestação seria a mesma da imaginação. Só então o Criador pôde descansar. Os mundos estavam entregues aos miúdos.
As linhas da peça possuem a beleza e estabilidade de uma coluna clássica, mas feita de ABE (acrilonitrilo butadieno estireno), um novo produto que é mais estável e possui melhores cores. E a possibilidade de as colar umas às outras tem a natural genialidade de uma célula. Simples como um pedaço de madeira, estimulante como uma escultura, ágil como um braço mecânico, a peça de Lego de oito pinos é uma espécie de ADN da imaginação. Permite tudo: ser arquitecto das alturas ou demiurgo pisador, traficante de armas fabulosas ou escultor desmedido, inventor de catástrofes ou mecânico de automóveis, piloto de naves espaciais ou criador de monstros genéticos. São 102981500 as combinações possíveis com seis peças de oito pinos da mesma cor… Com três peças passam a 1060 hipóteses e, com duas, serão apenas 24 as possibilidades. Parece pouco.
As palavras dos especialistas dirão do bem que faz aprender a pegar nas peças, descobrir como as juntar, combinar as cores, saborear tudo, destruir e reorganizar, enfim, gastar horas eternas a brincar. Neste momento, duas gerações depois do fundador, a Lego é um gigante da economia mundial enquanto fabricante de brinquedos, gerindo parques de atracções e linhas de roupa, mas isso são detalhes. Apesar dos inúmeros prémios que o carácter pedagógico arrecadou, está por avaliar a mudança no entendimento acerca das possibilidades das coisas deste mundo que o Lego motivou em sucessivas infâncias.
Algum do encanto se foi perdendo à medida que se complicava o simples, por exemplo com a roda (1961), o comboio (1966), Duplo (1967), as figuras (1973), Technic (1977), Legoland (1978), Light & Sound (1986). Era inevitável, mas manda a esperança que se olhe com atenção para Mindstorms, que soma as possibilidades do computador às infinitas possibilidades do design. A peça que suportou grandes mundos pode agora, por via da robótica, mover-se, agir e até decidir por sua conta e assim construir uma ponte entre milénios. Precisará para isso da imaginação. A mesma que “já fazia” mover, agir e até decidir por sua conta a pequena peça de plástico.
- Autor desconhecido
Sai um plágio. Monumental peça de escrita publicada no bom do Indy, quando este ainda era o meu jornal de referência – como então me dei ao trabalho de o copiar, parece-me apropriado eternizá-lo no etéreo da blogosfera.
Mede 9,6 por 32 por 16 mm, o que resulta em qualquer coisa como 4,9152 cm3. Foi-lhe atribuída a patente 92683 nos idos de 1958. É de plástico, de que outra matéria poderia ser uma das peças que sustentam este século XX? Sabemos, de fonte segura, que Deus não joga aos dados. Não recusou, contudo, algures na sua infinita infância inventar mundos de Lego – que tem origem no dinamarquês LEg GOdt, brincar bem, mas que em latim significa “eu junto”, um símbolo desde logo.
No princípio era a madeira, pequenas peças que o carpinteiro Ole Kirk Kristiansen, na pequena cidade dinamarquesa de Billbund, construía desde 1932 a pensar nos mais pequenos. Veio a guerra e com ela o revolucionário plástico. Os anos cinquenta viram nascer uma série de elementos interligáveis que reduziam à escala de uma mão veículos, árvores e figuras. Os outros sistemas queriam mudar o mundo ou apenas conservá-lo, o “sistema Lego” reproduzia-o. Mas faltava ainda uma ideia, os pinos que permitiriam a maravilha: o encaixe. Por coincidência, a década da contestação seria a mesma da imaginação. Só então o Criador pôde descansar. Os mundos estavam entregues aos miúdos.
As linhas da peça possuem a beleza e estabilidade de uma coluna clássica, mas feita de ABE (acrilonitrilo butadieno estireno), um novo produto que é mais estável e possui melhores cores. E a possibilidade de as colar umas às outras tem a natural genialidade de uma célula. Simples como um pedaço de madeira, estimulante como uma escultura, ágil como um braço mecânico, a peça de Lego de oito pinos é uma espécie de ADN da imaginação. Permite tudo: ser arquitecto das alturas ou demiurgo pisador, traficante de armas fabulosas ou escultor desmedido, inventor de catástrofes ou mecânico de automóveis, piloto de naves espaciais ou criador de monstros genéticos. São 102981500 as combinações possíveis com seis peças de oito pinos da mesma cor… Com três peças passam a 1060 hipóteses e, com duas, serão apenas 24 as possibilidades. Parece pouco.
As palavras dos especialistas dirão do bem que faz aprender a pegar nas peças, descobrir como as juntar, combinar as cores, saborear tudo, destruir e reorganizar, enfim, gastar horas eternas a brincar. Neste momento, duas gerações depois do fundador, a Lego é um gigante da economia mundial enquanto fabricante de brinquedos, gerindo parques de atracções e linhas de roupa, mas isso são detalhes. Apesar dos inúmeros prémios que o carácter pedagógico arrecadou, está por avaliar a mudança no entendimento acerca das possibilidades das coisas deste mundo que o Lego motivou em sucessivas infâncias.
Algum do encanto se foi perdendo à medida que se complicava o simples, por exemplo com a roda (1961), o comboio (1966), Duplo (1967), as figuras (1973), Technic (1977), Legoland (1978), Light & Sound (1986). Era inevitável, mas manda a esperança que se olhe com atenção para Mindstorms, que soma as possibilidades do computador às infinitas possibilidades do design. A peça que suportou grandes mundos pode agora, por via da robótica, mover-se, agir e até decidir por sua conta e assim construir uma ponte entre milénios. Precisará para isso da imaginação. A mesma que “já fazia” mover, agir e até decidir por sua conta a pequena peça de plástico.
- Autor desconhecido
Sai um plágio. Monumental peça de escrita publicada no bom do Indy, quando este ainda era o meu jornal de referência – como então me dei ao trabalho de o copiar, parece-me apropriado eternizá-lo no etéreo da blogosfera.
Tuesday, March 29, 2005
Parlem una mica da català?
"Bilinguisme es feixisme"
- Graffiti on a wall, Barcelona 2001
A tribute to all my friends in Catalonia. After spending a whole day listening to the rude language of Cervantes, I must admit that “bilinguisme” must have been a pane in the ass to grow up with – no offense fellow Castilians!
- Graffiti on a wall, Barcelona 2001
A tribute to all my friends in Catalonia. After spending a whole day listening to the rude language of Cervantes, I must admit that “bilinguisme” must have been a pane in the ass to grow up with – no offense fellow Castilians!
Monday, March 28, 2005
Olhó belo do atum no mercado de Guangzhou!
Ramirez prepara entrada na China e adopta lata «mais patriótica»
Os EUA e Canadá são as mais recentes apostas na exportação das conservas Ramirez, depois de concluídos os morosos processos junto das autoridades alimentares. A empresa adaptou sabores e já vende para o Japão, e este ano quer encontrar um distribuidor quecoloque os seus produtos nos lares dos 1,3 mil milhões de chineses, noticia o Expresso na edição desta sexta-feira.
Além dos objectivos da exportação, o artigo refere que a empresa conserveira vai passar a exibir as cores da bandeira nacional nas suas latas de conservas, para vincar a origem portuguesa. O logótipo, em tons de vermelho, surgirá num novo fundo verde, «num sinal de orgulho patriótico, sublinhado pela assinatura taste pt», refere o Expresso. O novo visual chegará este mês ao mercado, com o novo lançamento do mais recente produto da Ramirez, os filetes de sardinha, que eleva para 55 o número de referências. A mudança estender-se-á depois a todas as suas conservas, desaparecendo o fundo azul de mar ou amarelo.
Com unidades em Leça da Palmeira e Peniche, a conserveira vende por ano 40 milhões de latas, distribuídas pelas suas 14 marcas, algumas das quais criadas para mercados específicos como o árabe ou do Benelux. A facturação é de 20 milhões de euros.
Ainda, segundo a mesma fonte, a marca Ramirez tem uma facturação de 20 milhões de euros, representa metade do volume de vendas e exporta 45% da produção.
- In diáriodigital
Pois, tá-se mesmo a ver o bom do chinês a vaguear pelo mercadinho de Guangzhou, repleto de iguarias – exóticas para o bárbaro do ocidental: gafanhoto, louva-a-deus, libelinha gigante, cogumelo seco-ao-sol, gatinho riscado ou tartaruguinha de olho vermelho – a coçar o cocuruto perante a latinha vermelha e verde “taste pt” e a pensar para os seus botões “humm... Ramirez tuna fish, hadn’t seen this since the old sailor offered me that wonderful tin of Tenório, in the old sixties – got to buy it!”
Os EUA e Canadá são as mais recentes apostas na exportação das conservas Ramirez, depois de concluídos os morosos processos junto das autoridades alimentares. A empresa adaptou sabores e já vende para o Japão, e este ano quer encontrar um distribuidor quecoloque os seus produtos nos lares dos 1,3 mil milhões de chineses, noticia o Expresso na edição desta sexta-feira.
Além dos objectivos da exportação, o artigo refere que a empresa conserveira vai passar a exibir as cores da bandeira nacional nas suas latas de conservas, para vincar a origem portuguesa. O logótipo, em tons de vermelho, surgirá num novo fundo verde, «num sinal de orgulho patriótico, sublinhado pela assinatura taste pt», refere o Expresso. O novo visual chegará este mês ao mercado, com o novo lançamento do mais recente produto da Ramirez, os filetes de sardinha, que eleva para 55 o número de referências. A mudança estender-se-á depois a todas as suas conservas, desaparecendo o fundo azul de mar ou amarelo.
Com unidades em Leça da Palmeira e Peniche, a conserveira vende por ano 40 milhões de latas, distribuídas pelas suas 14 marcas, algumas das quais criadas para mercados específicos como o árabe ou do Benelux. A facturação é de 20 milhões de euros.
Ainda, segundo a mesma fonte, a marca Ramirez tem uma facturação de 20 milhões de euros, representa metade do volume de vendas e exporta 45% da produção.
- In diáriodigital
Pois, tá-se mesmo a ver o bom do chinês a vaguear pelo mercadinho de Guangzhou, repleto de iguarias – exóticas para o bárbaro do ocidental: gafanhoto, louva-a-deus, libelinha gigante, cogumelo seco-ao-sol, gatinho riscado ou tartaruguinha de olho vermelho – a coçar o cocuruto perante a latinha vermelha e verde “taste pt” e a pensar para os seus botões “humm... Ramirez tuna fish, hadn’t seen this since the old sailor offered me that wonderful tin of Tenório, in the old sixties – got to buy it!”
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