Sunday, February 28, 2010

Chuva (de euros) na Madeira

É impressão minha ou o Alberto João (grande personagem!) acabou de inflacionar o pedido de há uns dias atrás dos 1.000 milhões de euros para 1,3 biliões – à americana, espera-se! Ele há gente com lata...

Nota: A Despesa Pública prevista para 2010 na dita Região Autónoma, antes da tempestade, era de 1,6 mil milhões de euros.

Friday, February 26, 2010

you are now untouchable

Tens agora 26 anos e apesar de mais madura permaneces criança. Amuas, fazes beicinho, encostas a mão à cara evidenciando as tuas faces rosáceas. Olhas para mim com cara de má quando me dirijo a ti. E ao mesmo tempo fixas-me com o olhar carregando as pálpebras e dás-me o teu “look” de miúda rebelde. Não sei o que fazes nos teus tempos livres mas imagino-te, imagino-nos muitas vezes no loft em dias quentes, com o sol do final da manhã a entrar pelas janelas, eu agarrado a ti, deitados, tu sobre mim. Abraço-te e agarro-te, tu de costas para mim, e tu rodas o pescoço, bonito, olhando para mim, com carinho, com as pestanas longas e arrebitadas, como a dizer que me amas também.

you are the brightest diamond
i can see you shining for miles and miles
i can see you shining

you are the brightest diamond hidden in my pocket
oh how glorious you must feel splendid
you must feel splendid

you are the brightest diamond hidden on my wrist
you are now untouchable
now untouchable

reaching through the space between your universe and mine a warm light shines





Wednesday, February 24, 2010

Strange songs

Eu cá chego sempre atrasado a estas coisas, as novidades do que melhor se vai fazendo pela música neste (ainda) início de século. Há umas semanas atrás descobri os “Animal Collective”, excelente banda em consagração com o magnânimo (e único) “Merriweather Post Pavilion”. Como diria alguém que conheço “... highly recommended!” e repare-se na ilusão óptica (capa do álbum):




Desde já, também se recomendam o “Strawberry Jam” e “Fall Be Kind” - em EP. Atente-se ainda na sagacidade (e subtileza) de um dos rapazinhos da banda:

In 2004, [Noah] Lennox [aka as Panda Bear] moved from New York to Lisbon, after he went there for the first time at the end of a long Animal Collective tour with Dave Portner in 2003 for a short vacation. Lennox says about Lisbon: "Since I got off the airplane here [for the first time] I had a good feeling about this place." ... Lennox eventually decided to move to Europe because he also felt “connected to the European way of life”, considering himself as a “slow moving kind of person” and Lisbon as a “slow moving kind of place”.



Monday, February 22, 2010

So what’s so cool about Hank Moody?

Pessimistic, self-loathing, loving, spontaneous, brutally honest most of the time…



Saturday, February 20, 2010

boring rain

É impressão minha ou já merecíamos um bocadinho de sol e temperaturas amenas cá na terrinha?





Wednesday, February 17, 2010

made in China

Há uns anos atrás, na época da euforia dos mercados devem ter sido publicados umas dezenas de livros com o título “Made in China”. Ora eu, para além de poder dizer que a China é linda, pelo menos antes do advento do capitalismo (photo taken in Tiananmen square), tenho a experiência de que o “made in China” ain´t that good. Há umas semanas atrás, tive que substituir o chuveiro cá de casa. Solução óbvia, a loja do chinês onde o belo do chuveiro “made in China” custou uma ninharia de 6,90 euros. Pois, durante aproximadamente um mês, o duche da manhã soube-me a pouco e neste carnaval decidi ir até ao AKI, onde por 20 e poucos euros adquiri o bom do chuveiro “made in Germany”. Regalo meu, desde há 2 dias o banhinho sabe-me a doce paraíso, água em queda constante. Ele há coisas fantásticas, não há? E eu certamente estaria disposto a investir muito mais pelo prazer de tomar boas banhocas todos os dias do ano.



Tuesday, February 16, 2010

Until the End of the World

Claire persegue Sam “até ao fim do mundo”. Conhecem-se em França, depois de ela ter passado pelo belo túnel do Monte Branco, reencontram-se em Berlim, amam-se em Lisboa (com a Amália, eléctricos amarelos e uma filmagem debaixo da ponte sobre o Tejo anterior às feias Docas), Moscovo (filmada no antigo cinema Éden), Transiberiano, Tóquio, San Francisco e chegam ao fim do mundo no continente Australiano. Sam roubou uma câmara que lhe permite gravar o que o cérebro “sente” quando os olhos vêem, para que a sua mãe possa “ver” apesar de cega. Ele acaba por apaixonar-se por Claire. Ela ama-o. Gene, o ex dela, deseja que ele a ame também, e escreve um romance em narrativa. E os dois, Claire e Sam, partem num cessna em voo sobre o deserto da Austrália quando o Mundo decide abater o satélite indiano que se encontra à deriva com uma explosão nuclear no espaço e o mundo parece acabar mesmo, em voo planado ao som do “Blood of Eden” do Peter Gabriel. E depois, no refúgio aborígene, ambos ficam obcecados com as imagens que gravam dos seus próprios sonhos. Quem não ficaria? Imagens bioquímicas da “alma a cantar para si própria” – e isto não é ficção científica. O filme passa-se em 1999 e a 31 de Dezembro, festeja-se o facto de o Mundo não ter acabado... lindo!


Until the End of the World, 1991, by Wim Wenders – the most brilliant movie in the World.

 

Monday, February 15, 2010

So what’s so special about Vancouver?

Sonho muito com Vancouver. Considerada vários anos seguidos como a melhor cidade para se viver no planeta, marcou-me pela arquitectura fria de altos edifícios envidraçados e pela simpatia de me fazer sentir próximo da vida simples de quem lá vive. Apesar do urbanismo acessível em esquadria tem bairros e recantos. Zonas fashion e condomínios tranquilos. Restaurantes de nouvelle cuisine e cafés de artistas. Um parque magnificamente verde e um percurso de bicicleta que permite dar a volta toda à cidade, sempre junto ao mar. Sente-se que é uma cidade cosmopolita e por isso erudita. Com muitos mendigos drogaditos a par dos executivos. Watching the Olympics on the tv.


Wednesday, February 10, 2010

pastilhas de nicotina

Vidinha de consultor, passei o dia de volta de um .ppt a fazer gráficos para uma apresentação importante amanhã – em luta permanente com os bugs que os geeks da Microsoft decidiram plantar no Office 2007 – e a lembrar-me, recorrentemente, do que uma consultora “importada” de Espanha – apaixonou-se por um tuga e decidiu pedir transferência para a minha Equipa – me disse há uns dias durante o Project Review: “...nunca tinha trabalhado com um Manager que fizesse .ppts”.
Eis senão quando chega o meu companheiro do lado, que vai ser pai daqui por uns meses e anda a tentar deixar de fumar – com pouco sucesso, diga-se – e decido cravar-lhe uma pastilha de nicotina. E ele diz-me: “mastiga devagar”. Sim, pois, está claro... resultado: speed total, gráficos lindos, quiçá demasiado coloridos, antropomórficos e em catadupa.

Vai ser bonito, vai!



Tuesday, February 9, 2010

Ainda do contra (com sorte, a coisa passa-me daqui a uns dias)

Admirei profundamente o Professor José Hermano Saraiva quando numa qualquer entrevista – creio que ao velho Indy – afirmou com convicção e do alto da sua sapiência que apenas 20% da Humanidade é constituída por seres pensantes, dos restantes, 40% limitam-se a raciocinar e os que sobram estão apenas habilitados para trabalho manual. Não serão exactamente estes os números mas parece-me uma prova de honestidade e acima de tudo um legado exemplar ser capaz de o dizer apesar de parecer – e ser – completamente “politicamente incorrecto” afirmá-lo nos tempos que correm.

Convicto que sou da demonstração prática da natureza das coisas através da História, não posso deixar de reconhecer que o velho Professor é bem capaz de ter razão.

Sunday, February 7, 2010

Happiness is overrated

O que eu queria mesmo era qualidade de vida. Porque gosto de dormir até tarde nos dias de fim de semana e desde que o casalinho de juizes do andar de cima decidiu ter filhotes (amorosos, aliás), não há manhã de sossego que me deixe desfrutar o Ricardo dorminhoco. Porque a senhora que faz as compras cá para casa, me decidiu comprar um gel de banho aloé vera e eu já não suporto o cheiro da coisa (mas também não me apetece ser eu a ir ao supermercado). Porque a chuva em Lisboa insiste em cair à noite e eu sou um animal noctívago. Porque tenho que trocar os pneus da frente do VW e cada vez que chego à Rio de Janeiro tenho demasiada gente à minha frente (e venho-me embora, está claro). Enfim, porque se as coisas não mudam rapidamente, ainda fico tão rezingão como o personagem do último do Woody Allen.




 

Friday, February 5, 2010

estado “solteiro”

A chatice de se voltar ao estado “solteiro” na fase dos trinta é que os amigos já não estão para mais do que um “vamos tomar café logo à noite” e apesar do desejo de aventura, a energia dissipa-se quando se fala em rambóia nocturna... boring!




Monday, February 1, 2010

eu camaleão

Gosto de mudanças e narcisicamente, gosto de mudar. Dizem os astros que sou gémeos do mais puro que há, nascido no ponto mais ou menos intermédio do dito signo, dizem que sou adaptável e versátil, comunicativo e original, intelectual e eloquente, jovial e animado. Pela negativa, superficial e inconsistente. Por outro lado sou Ricardo, que dizem significar líder forte. Tenho ainda um segundo nome próprio, comum a todos os rapazes da minha família pelo lado da materno, também de origem germânica que significa nobre ou puro. Mais uma vez narcisicamente, acho que dá uma combinação interessante. E no entanto, ando cansado. Cansado da minha inconsistência quase pagã. Da minha falta de rumo e da mutabilidade do que quero hoje e já não quero, ou vou querer, amanhã. Apetecia-me ser mais simples. Mais rectilíneo. Acreditar mais nas causas dos outros. Arriscar menos. Encostar-me mais. Ser menos versátil e mais paciente ou constante. Afinal, o tempo não pára e isso só por si pesa. Enfim, devaneios.




Saturday, January 30, 2010

Maldita hora em que decidi sair.

Vi-a esta noite e ela encontrou-me no meio da multidão. Decidiu vir falar-me e espetou-me um beijo na face. Logo ali me arrependi de ter decidido sair. Está linda (ou continua linda). Mantém o estilo dócil mas provocador de quando a conheci. Com um olhar imediatamente desaprovador, forçou-me a apresentar-lhe a minha companhia. Deixou-me incómodo e a sentir-me perdido, como quando era miúdo. Perguntei-lhe pela vida e só me saíram palavras ocas. Fez questão de me passar a mão pelo cabelo, puxando-o ao de leve e dizendo-me que estava comprido. Lembrei-me de quando lhe dizia que devia ser ela a cortar-mo. Contou-me brevemente a sua última viagem, que esteve pela Ásia e que se lembrou de mim. Disse-me que tinha visto paisagens incríveis. Fez questão de incluir a minha companhia na conversa, como que a testar. E depois afastou-se, despedindo-se para se juntar à sua grupeta. E eu fiquei disperso, sem asa e sem vontade de continuar naquela rua. Já sei que vou sonhar com ela. Maldita hora em que decidi sair.




Thursday, January 28, 2010

A mais bela cena de amor

[Passa-se no Pilade, a enoteca de eleição para os intelectuais de esquerda de Milão - Ripa di Porta Ticinese, nº 5]

Veio ter com ele Lorenza Pellegrini. “Levas-me a casa?”
“Porquê eu, hoje?” perguntou-lhe.
“Porque és o homem da minha vida.”
Corou, como só ele conseguia corar, olhando para outro lado. Disse-lhe: “Temos uma testemunha.” E para mim: “Sou o homem da vida dela. Lorenza.”
“Ciao”
“Ciao”
Levantou-se e sussurrou qualquer coisa ao ouvido de Lorenza.
“O que tem a ver?” disse ela. “Só te pedi se me levavas a casa de carro”
“Ah” disse ele. E para mim: “Desculpe, tenho de fazer de taxi driver para a mulher da vida de não sei quem.”
“Parvo”, disse ela com ternura, e beijou-o na face.



Wednesday, January 27, 2010

Playtime... (inscrito no moleskine durante um fastidioso Lisboa - São Paulo, há alguns anos atrás, sob o efeito séptico de três doses de mau whisky servido em saquinhos de polietileno)

Viagens de avião despertam sempre em mim o que me resta da pouca inocência de consultor mas também o fascínio que sempre exerceram sobre o meu espírito irrequieto os aeroportos, em particular, e o mundo da aviação em geral. Não no sentido do “voar” ou da sensação de liberdade que leva muitos miúdos a aspirarem a vida de piloto mas no sentido “arquitectónico” do tema, dos aeroportos, das companhias de aviação e do mundo do transporte aéreo constituir em si mesmo o paraíso do espírito obcecado pela arrumação do complexo.

(Em criança, eu colocava torrões de açúcar na varanda para capturar formigas e não descansei até possuir o meu formigueiro particular, inspirado por um personagem de uma série televisiva italiana que dava pelo nome de “La Piovra” – na versão Portuguesa, “O Polvo”)



É que o mundo de oportunidades que se abre a um espírito como o meu quando encontra um ambiente “Playtime à la Jacques Tati” como acontece em qualquer aeroporto com mais de 10 milhões de transeuntes por ano não é apenas fascinante mas também viciante.

(Há uns anos atrás de visita à livraria da faculdade de arquitectura de Roterdão, vi e perdi a oportunidade de adquirir o livro mais fascinante sobre o tema, inteiramente dedicado à arquitectura e organização dos aeroportos históricos do planeta, com direito a resenha histórica desde o fascinante Berlin Tempelhof dos anos 30, passando pelo Los Angeles LAX dos 80, ao moderníssimo Hong Kong International)



Porque para além de traduzir as mudanças provocadas pela massificação do transporte aéreo, a combinação de personalidades, vontades, exigências, motivações e opções presentes nas alminhas que passam por qualquer aeroporto internacional fazem destes o lugar perfeito para um consultor perspicaz.
(No meu caso, em modo viajante-solitário-intratável-e-no-mínimo-mal-disposto)

1) Porque é que, sem excepção, quem embarca num avião parece definitivamente mal-encarado.

2) Porque raio a fila dos passaportes “EU Citizens” é sempre mais longa e mais lenta do que a dos “Other Nationalities” (em Lisboa, entenda-se!).

3) Porque existem 10 portas para “passaportes electrónicos” – automáticas e sem fiscal de alfândega – e apenas 6 cabinas para “passaportes-não-electrónicos-mas-obrigatoriamente-OCR-porque-assim-até-te-deixam-entrar-nos-States-senão-necessitarias-de-visto” (em Lisboa, entenda-se!) – como se a adesão aos ditos fosse massiva e um país com altos índices de analfabetismo se auto-propusesse conseguir que os mesmos utilizem de forma eficaz (já sem dizer eficiente) as máquinas que obrigam a tirar o retrato e comparar com a fotografia do passaporte.

4) Porque a nossa transportadora aérea nacional (carinhosamente, TAP) não percebe que quando tenho o cuidado de pedir no tele-check-in um lugar na saída de emergência (porque apesar de tudo ainda sou mais jovem que a mediana dos passageiros e necessito de mais espaço para esticar os meus 1,88 m) considere apropriado instalar nas filas adjacentes toda a santa criança de berço ou de colo que insiste em desafiar a paciência dos meus tímpanos durante as malditas 8 horas de voo – como se os mesmos possuíssem a extrema autonomia de escaparem do avião em chamas caso me coubesse a mim, em acto voluntarioso, abrir a porta de emergência.

5) Porque a mesma TAP decide colocar nos ecrãs comuns do velhinho A340 um programa do Oliver, ainda jovem e entusiasta, a cozinhar galinha com um molinho de açafrão e tomate que até me cheira aqui, enquanto nos serve (a TAP) uma amostra de perna de perú “no forno” que sabe acima de tudo a glutamato de sódio com um pretensioso arroz árabe de passas raquíticas.



6) Ou, finalmente, porque mais uma vez a carinhosa TAP, não é capaz de entender que enfrento melhor estas viagens de 9 horas e 50 minutos (insistindo em frisar bem os 50 minutos através dos altifalantes, como se se tratasse de uma qualquer promoção a 9,99 euros mas sem perceber que o efeito é nefasto) devidamente embriagado entre copos de vinho branco e whisky do que sóbrio que nem uma madalena para que cumpram (mais uma vez, a TAP) a normativa comunitária xpto que restringe o consumo de bebidas alcoólicas a bordo mesmo em voos transatlânticos.

Enfim, em jeito de conclusão, voar já teve outro glamour e há de certeza demasiada gente “enlatada” a 22.000 pés pelos céus deste planeta fora, para a coisa apresentar outros fascínios além do conseguir “transportar formigas” através do ar.



Tuesday, January 26, 2010

Chuva forte em Lisboa

Observava-a enquanto fumava pacificamente o seu último cigarro. O sorriso dela em conversa com uma amiga enchia-lhe o olhar e a imaginação. Tinha um rosto perfeito e um cabelo suave, preso atrás da nuca pela combinação de dois lápis. Não deveria ter mais de 30 anos mas parecia-lhe uma mulher feita. Alegre e claramente erudita, com lábios carnudos daqueles que apetece provar. Despretensiosa e ainda assim charmosa. Afrodite de pleno direito. Decidiu arriscar. Pegou numa carteira de fósforos que se encontrava em cima do balcão e rabiscou furiosamente no papel áspero. Chamou o barman e pediu-lhe que a entregasse acompanhada de uma flute de champanhe. Quando ela se virou e lhe fixou o olhar, ele tremeu por dentro. Arrepiou-se com a sensação de déjà vu, reconhecendo-a de múltiplos sonhos passados. Sentiu o sangue a fugir-lhe do cérebro como se estivesse a flutuar. Atirou com duas notas para cima do balcão e saiu porta fora. A chuva caia forte em Lisboa. Ela não lhe telefonou.


Monday, January 25, 2010

il vico

Fim de semana passado entre o delírio da febre e o torpor provocado pelo antigripal... que desperdício de vida.





Wednesday, January 20, 2010

Madrid me mata

Eu odeio ir e vir a Madrid num mesmo dia. Odeio o despropósito do sono interrompido às 5h30 da manhã para apanhar o avião. Detesto o ambiente do aeroporto às primeiras horas da manhã. Faço caretas aos seres inúteis que exercem autoridade para nos deixarem passar incólumes no detector de metais. Rogo pragas aos “executivos” que pensam ser high-flyers porque viajam até à capital da “Ibéria” de semana a semana. Não suporto a prepotência de Barajas e os minutos que se passam a rolar desde a aterragem até à manga do T2. Não gosto dos taxistas madrileños, tão mais civilizados e asseadinhos do que os colegas de Lisboa. Vomito as pausas para “cafés-cortados” sem as quais os espanhóis não passam. Desdenho os “filetes de ternera” mal-passados que insistem em servir, como segundo prato, nos almoços profissionais. Desprezo as conversas crónicas sobre as reportagens que passaram nas têvês castelhanas.


Há anos atrás passei uma longa temporada a trabalhar em Barcelona. Apanhar o aviãozinho catita e pequenino da saudosa Portugália em cada 2ª feira era um charme. Ser recebido pelos, realmente gentis, taxistas catalães no El Prat e ouvi-los debitar as proezas do Figo, música para os ouvidos. Percorrer a Via de les Corts Catalanes enquanto os indígenas despertavam para mais um dia de “feina”, um prazer único. Comer um belo de um croissant pleno de influência francesa no Passeig de Gràcia, um deleite. Ouvir “bon dia” pelo início da manhã, um delírio.

Barcelona me encanta

Monday, January 18, 2010

Empty as a blank .ppt

Porque será que depois de ter passado o fim-de-semana quase inteirinho de volta de um .ppt (coisa que este consultorzinho já não tinha que fazer há muito tempo) me estou a sentir tão vazio?