Thursday, October 6, 2011

“When the world is running down”

As notícias que me chegam por terceiros não são boas e deixam-me a pensar na injustiça imposta pela economia. Eu que os contratei e que os formei até sermos uma equipa com causas e entusiasmos comuns, sinto-me pela primeira vez um judas refugiado na condição confortável de expatriado. O pós-modernismo tirou-nos a graça. A globalização trouxe-nos a desgraça. No final o que vai ficar? Ou o que se segue? Optimismo compra-se.

Monday, October 3, 2011

novo blog… vamos lá.

Domingo tranquilo com início de noite abafado e chuva persistente. Meia-hora de ginásio, duche demorado e tempo para dedicar a outra causa.
Vem-me da aprendizagem académica, e da personalidade, a tendência para o experimentalismo. Sempre soube que me daria bem na (com a) cozinha, apenas fui adiando a tese até ter necessidade de a pôr em prática. Pelo caminho, fui “namorando” o entusiasmo do Jamie nos programas de televisão ou nos monitores dos aviões, onde o rapaz é uma estrela – Gémeos como eu... ainda estou para descobrir uma companhia aérea onde não exista a opção Jamie Oliver! Quando, finalmente, encontrei a namorada suficientemente teimosa para recusar a minha tese anterior do “jantar fora todos os dias”, assumi o adágio – com uns quantos dedos cortados no início, enquanto recuperava a destreza sobre a bancada. Agora já tenho uns quantos “whishy-dishes” para contar num novo blog... vamos lá. Naturalmente, será sempre “cuisine” minimalista, com poucos utensílios e loiça suja – não me importo de a lavar mas não gosto nada de a secar.

Sunday, October 2, 2011

sonhar e mergulhar (ou o hoje acordei assim…)

O primeiro sonho que recordo induzido por ela, envolvia água a correr por cavernas com luzes estranhas e fez-me mergulhar num sonho bom e colorido, quando então eu sonhava muito a preto e branco. Desde aí, deixou-me pronto para viver os sonhos em modo multicolor e com ela, os meus sonhos passam-se em praias, mares de mergulhos e viagens. Por vezes são confusos, complexos e difíceis de interpretar, como eu gosto, com sensações vividas em aeroportos e aviões de partida para destinos conhecidos ou não – aqui, também pode haver o efeito da rota que insistem em tomar e me passa por cima nos dias em prolongo o sono. Hoje acordei de mais um destes, bem giro.

Thursday, September 29, 2011

presumir coisas simples… sempre a aprender.

Tenho vivido uma vida boa e, por necessidade própria, só tive duas mulheres-a-dias.
A primeira, contratada a uma empresa, que garantia o nível de serviço, nem sequer a cheguei a conhecer. Contactávamos através de post-its em escritos castelhanos e, quando era necessário, eu deixava-lhe um fundo de maneio para as compras de detergentes e afins.
Com a actual, a quem fiz questão de apresentar os pontos de referência cá de casa e estabelecer a dimensão das tarefas numa tentativa de lhe organizar o trabalho, também comunico através de blocos de notas coleccionados dos hotéis por onde fui passando. Hoje, com a tentativa de recado que me deixou, percebi que ela é praticamente analfabeta e que provavelmente se tem regido pelo instinto, em lugar das prioridades que lhe deixo escritas nos dias em que cá vem. É o que dá presumir coisas simples... sempre a aprender.

Wednesday, September 28, 2011

da fé (em Deus)

Tenho muitos amigos que acreditam verdadeiramente em Deus. Têm fé. Sempre que penso neste assunto, lembro-me de uma conversa com uma amiga minha, num autocarro no caminho para Londres que, com alguma soberba mas também com gentileza, me disse com palavras sábias, reservadas a quem acredita em Deus e tem fé – adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro –, que respeitava o meu pensamento ateísta e que cada um encontrava a sua própria verdade, e umas horas depois encontrou o (então) namorado, justamente e por acaso, em plena estação do metro de Tottenham Court Road, deixando-me boquiaberto com a sorte, ou a fé, de o encontrar assim entre ~ 10 milhões de almas, nos torniquetes da estação. Tínhamos 16 anos, éramos felizes à nossa maneira e ela tinha toda a fé que eu não tenho.

Sunday, September 25, 2011

o meu subconsciente gourmet

Hoje acordei de um sonho giro, em que estávamos numa terra distante a tentarmos entender uma agente de viagens de feições orientais, porque queríamos ir passar o Natal a Nova York e a passagem de ano a Paris. E ríamo-nos muito, os dois, como se fossemos uns patetas, porque ela apostava em fazer-nos um desconto se optássemos por um overnight em... Lisboa :D


a frente fria

Não me bastava a crise instalada à distância e também na cavidade torácica, e esta cidade é assolada por uma frente fria que faz cair a temperatura 14ºC. Quando decido sair para ir espevitar com os miúdos de cá, a electricidade cai e pelo intercomunicador fico a saber que a companhia só prevê restabelecer a “normalidade” em duas horas. Desço 14 andares a pé e meto-me na perua mas enquanto conduzo cai a trovoada mais estranha que já vi, junto com chuva miudinha. Se “o tipo” não joga aos dados, acordou maldisposto e encenou uma conspiração no sábado em que eu precisava mesmo era do sol na piscina.

Friday, September 23, 2011

tirar o cavalinho da chuva


Passamos tanto tempo a tentar pretender saber e decidir que por vezes estes verbos todos nos confundem. Desejar é próprio de uma alma jovem, apetecer é característico de uma alma pronta, querer é o que faz uma alma firme, cuidar é de uma alma completa.
Eu estou algures entre o terceiro e o quarto estado e não vou regredir.